A prefeita de Várzea Grade, Flávia Moretti (PL), afirmou durante entrevista coletiva, que recebeu uma herança de dívidas do ex-prefeito Kalil Baracat (MDB), apontando um passivo que inclui milhões em precatórios e débitos tributários federais.
A declaração ocorre após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) determinar o bloqueio de contas da prefeitura e pediu investigação por improbidade administrativa devido a calotes no pagamento de precatórios judiciais.
De acordo com a prefeita, o cenário fiscal encontrado no início de sua gestão é o principal motor da crise financeira que resultou, na decretação de calamidade fiscal e financeira no município e no Departamento de Água e Esgoto (DAE). Moretti afirmou que a gestão passada acumulou inadimplências que estrangulam a capacidade de investimento da atual administração em áreas prioritárias, como infraestrutura e saneamento básico.
"Ele não deixou em dia. Não deixou só de precatório. Eu peguei devendo, em janeiro de 2025, R$ 22 milhões que ele não pagou. E também eu recentemente, inclusive, recorri à decisão da Receita Federal. Tenho um apontamento de R$ 19 milhões por sonegação fiscal de falta de recolhimento de INSS do ex-prefeito Kalil".
Em 16 de julho, o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, determinou o envio de ofícios ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para que investiguem a conduta de Flávia Moretti por suposto ato de improbidade administrativa.
A medida decorre do acúmulo de uma inadimplência de R$ 19,7 milhões de precatórios judiciais, valor que motivou o sequestro de valores das contas municipais e a retenção de repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do ICMS.
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